segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Turquia - Um país que com certeza voltaremos! País maravilhoso! Pessoas incríveis! Amamos a Turquia!

02/11 - Tivemos uma noite tranquilona no único diocamping que fizemos na Bulgária, não passamos frio. Na estrada avistamos alguma coisa vindo devagar na direção oposta, talvez um carroceiro cheio de coisas, quando chegou perto era um casal de cicloviajantes. Paramos para conversar com eles, ela é francesa,  a Stani e ele inglês, o Richard. Não acreditamos no tanto de coisas que eles carregavam. As bikes estavam abarrotadas de coisas. Depois da troca de contato e da foto, eles foram embora. Porém voltaram 1 minuto depois, para nos dar o telefone de uma brasileira que era casado com um búlgaro conhecido deles e moravam a alguns km dali. Ficaram por lá durante alguns dias na cidade de Harmanli, íamos passar por lá. Ficamos com um pouco de vergonha de ligar do nada e se oferecer pra ficar na casa dela, mas decidimos que íamos tentar. Chegamos até a graciosa cidade de Haskovo e passamos um dia lá para poder atualizar o blog. Entramos na página do casal e tivemos uma grande surpresa. Eles estão viajando de bike há 10 anos, isso mesmo, 10 anos e já rodaram mais de 164.000km, é inacreditável. Eles estavam indo em direção a França onde encerrarão a viagem. Como deve ser voltar pra casa depois de 10 anos viajando? Eu já to sem saber como vai ser estando 6 meses fora. Foi um privilégio encontrar esse admirável casal. Para acompanha-los o site é: www.velomad.com

Único diocamping na Bulgária.

Richard e Stani, casal de cicloviajante, estão há 10 anos na estrada. Wow!
Bom, 10 anos na estrada dá até pra entende o por que deles carregarem tanta coisa.

Haskovo.


05/11 - Ligamos para a brasileira Tati e explicamos que encontramos o casal e eles nos deram seu telefone e talz, sem questionar nada e super receptiva, disse que era para ligar pra ela quando chegássemos em Harmanli. Chegamos, deu tudo certo e ficamos lá. O marido dela não estava, pois eles vão se mudar pra Inglaterra. Preparamos um belo jantar pra ela, um strogonoff. Muito bom poder falar português! Fomos super bem recebidos e acolhidos. Ah, os brasileiros...

Casa da brasileira Tati.

06/11 - Dia de entrar no décimo primeiro país, Turquia. Estávamos um pouco apreensivos. A gente ouve dizer coisas negativas, tipo que turco tratam mal as mulheres. Quando chegou na fronteira um filme não saia da minha cabeça, Expresso da Meia Noite. É a história real de um jovem americano que foi pra Turquia, inventou de tentar levar 2 kg de haxixe para os Estados Unidos, ele não era traficante, era estudante, porém foi pego antes de entrar no avião. Ficou 4 anos preso na Turquia e quase não saiu vivo de lá, comeu o pão que o diabo amassou. O filme apresenta os turcos como se fossem pessoas cruéis e perversas. Esse filme é sensacional, você assiste do inicio ao fim na maior tensão. A fronteira foi a mais bonita que passamos. Os policiais estavam revistando um carro, mandaram retirar tudo de dentro dele. Na nossa vez, olharam nossas bikes, sorriram e nem pensaram em revistar. Assim que cruzamos a fronteira já sentimos uma grande diferença nas pessoas. Na Bulgária ninguém sorri, muito menos falam com você, em compensação são totalmente respeitosos no transito. Pois na Turquia, já chegamos com pessoas sorrindo e acenando pra gente. Tínhamos conseguido warmshower na casa de um dono de loja de bike, e fomos pra lá, na cidade de Edirne. Avistamos a primeira mesquita, linda! Encontramos a loja e conhecemos o Engin, um coroa super simpático e gentil. Nos lembrou o pai de um grande amigo nosso, Seu Alair, que é super simpático e gentil também, isso fez gostar ainda mais de Engin. A noite, o amigo de Engin, o Osman que mora com ele, nos deu janta. Ficamos totalmente a vontade. To começando a gostar dos turcos.

Turquia.


























Primeira mesquita que vimos, Selimiye, em Edirne.
















Edirne.





Eu, Nada, Tom, Engin e o Bbzão.


07/11 - Íamos embora, mas Engin chamou uma amiga pra nos falar sobre o Iran. A noite Engin nos levou a um bar para escutar musica turca. Junto foi seu amigo Anil e sua namorada. Ele perguntou se nós queríamos dar um role pela city amanha, aceitamos, ou seja, vamos ficar mais um dia. Junto com a gente, um casal croata, Nada e Tom, que estavam fazendo uma viagem de moto elétrica ficaram hospedados lá na casa do Engin, que deixou seu próprio quarto para eles, o bichinho gente boa viu!

Engin, sua namorada, Anil e nós!

Osman, Tom, Furkan, Eu, Engin, Nada e Bbzão.


08/11 - Conhecemos a cidade toda de Edirne, primeiro fomos na Mesquita Selimiye, entramos pela primeira vez, só entra descalço e com um lenço.  Depois fomos visitar o Forte de Edirne, do Império Otomonao, onde ocorreu a Guerra dos Balcãs. Impressionante como o exercito turco tinha as manhas, o forte era subterrâneo e todo coberto de grama, impossível de perceber que era um forte. Hoje é um museu, muito bem cuidado com bonecos. Tem algumas salas que você entra começa a rolar uns sons de bombardeio, dá mó medo. Muito legal! Depois do forte, visitamos Beyazid II Külliye Health Museum, trata-se de um conceito arquitectónico otomano que designa um complexo de edifícios centrados em uma mesquita, foi construído em 1488 pelo sultão otomano Bayezid II. O complexo funcionou por mais de 400 anos. Seus métodos de tratamento para doenças mentais era muito interessante, usavam a música, sons de água e aromas para tratar esses doentes. Também tinha uma sala da terapia ocupacional, os doentes ficavam fazendo alguma atividade para dar uma relaxada. Era também uma escola de medicina. Como o turco cuida bem das suas coisas, esse hospital estava impecável, com a decoração maravilhosa, parecia que estava na época mesmo. Senti falta desse cuidado na Bósnia e na Sérvia. Passamos também pela arena onde rolam as famosas lutas turcas Yağlı güreş, ou seja luta de azeite, eles se lambuzam de óleo e vão lutar. Deve ser engraçado. Fomos visitar a Universidade de Trakya, tomamos um café e voltamos. Ufa! Anil foi cabuloso demais! Foi muito bom conhecer isso tudo, íamos embora e perder isso tudo. Muito obrigada Anil!


Dentro da Mesquita Selimiye.

Forte de Edirne, antigamente só tinha grama, eles ficavam bem escondidos.
Thiago ajudando no plano contra os búlgaros.
Dentro do forte de Edirne.
Thiago ajudando na cozinha do forte.
Linda pintura.

Essa foi a que eu mais gostei.
Caminhando pelo forte. Eu e Anil.

A bandeira da Turquia é muito importante para eles. Tem bandeira por toda a parte.
Beyazid II Külliye Health Museum

Paciente em crise de loucura.

Músicos e cantores, tratamento através da música. Que lindo isso!

Quarto da terapia ocupacional.

Alunos de medicina tendo aula ao vivo.

Professores ensinando algum método ortopédico.





Sede das lutas turcas Yağlı güreş.
09/11 - Foi difícil mas conseguimos ir embora, Engim queria porque queria que seu amigo nos acomapanhasse, mas dissemos que não era necessário. Pois no caminho avistamos um ciclista se aproximando, era o amigo de Engim, mas ele ia pedalar 80 km, então dissemos que poderia ir na frente, pois nos pedalamos mais devagar. Como ainda não tínhamos conseguido couch nem Warm, ficamos em um hotelzinho numa pequena cidade.

Loja de bike do Engin, tem muita coisa bacana.



Amigo do Engin que foi nos econtrar na estrada.

10/11 - Pedalamos rumo a cidade de Luleburgaz, pois havia um couch esperando por nós. Encontramos Ilker, professor de inglês. Bom demais conversar inglês com um professor, porque ele tem paciência para nos entender, e quando ele fala a gente entende bem. Conversamos a noite toda e a cabeça nem forçou muito. Ele foi dar aula e nos deixou com sua família, enquanto sua mãe Fátma preparava o jantar, do nada a amiga dela Hafize levou a gente para dar uma caminha no quarteirão, foi engraçado. Que jantar maravilhoso! Depois fomos encontrar Ilker na escola e fomos tomar um chocolate quente dos deuses. Tivemos uma noite de sono mega confortável.

Caos turco

Na Turquia teve acostamento por todas as estradas que passamos, que beleza.






Ilker e nós.

Na casa de Ilker.








11/11 - Ilker saiu cedo para trabalhar. Tomamos cafe com sua mãe. Mermão, turco come bem demais, tá doido. Ontem no jantar ficamos cheios, e hoje no cafe da manha ficamos lotados. Que fartura gente. No caminho encontramos o amigo do Engin que tínhamos encontrado na estrada, voltando. Não conseguimos nenhum Couch nem Warm na cidade de Çorlu, ficamos em hotel. A cada hotel que ficamos dói o bolso. Frio não é legal pra gente, muito menos para o nosso bolso. Sem contar que a gente fica meio preso. Não dá para ter a liberdade que tínhamos, só seguindo e acampar quando cansar. No frio, tudo tem que ser bem planejado.

Fatma, Hafize e nós.







12/11 - A caminho da cidade de Silivri, encontramos alguns vendedores de frutas na estrada. Eles pediram para pararmos pra gente experimentar um melão. Estava delicioso, não íamos comprar, mas como eles nos deram um pedaço falei com o Thiago pra comprar. Antes de avisar que íamos comprar, um deles nos da um melão de presente e um outro vem com mais 3. Ganhamos 4 melões deliciosos. Saímos de la e logo passamos por um posto abandonado, avistei um cão bebê e tratei de ir la falar com ele. Ele veio todo serelepe. Na mesma hora um homem nos chamou para tomarmos um chá. Seu nome é Osman, ele mora no posto. Ele tem essa cadelinha, a Katia e uma gata linda, chamada Missy. Os animais eram muito bem cuidados, estavam cheirosinhos e eu não parava de agarrá-los. Demos um melão pra ele e ele nos deus 2 frutas. Deu nossa hora, nos despedimos e fomos embora. Pedalamos por uns 100 metros e lembramos que tínhamos esquecido as frutas que ele nos deu. Thiago voltou e viu que eles já estava vindo correndo com as frutas nas mãos. Ao entregar as frutas, Osman deu dois beijinhos no Thiago, muito comum por aqui. Thiago percebeu que seus olhos estavam marejados. Isso partiu nosso coração. Ter visitado sua casa, foi muito importante para aquele homem tão sozinho, pois foi mais importante para nós. Momentos assim é que faz a viagem ter sentido.
Chegamos na cidade de Silivri, onde tinha um Couch nos esperando. Chegamos até o endereço, mas não conseguíamos encontrar, tentamos entrar em contato, mas não deu certo, uma dica importante pra quem usa couch e warm, sempre peçam o telefone e a localização no google maps. O jeito foi procurar um hotel, ah nemmmm. Um cara na rua, nos sugeriu um hotel barato e nos explicou onde ficava. Rodamos, rodamos e nada de achar, era meio longe, mas conseguimos. Perguntamos o preço, a recepcionista disse que era 50 liras turcas, mais ou menos o valor do real. Achamos meio caro porque não tinha internet nem café da manha, mas aceitamos. Fui pagar e ela me avisou que era 50 por pessoa, putz grila, que merda viu. Agora ficou caro demais, mas já estava tarde. Ok, bora ficar então. Chegando no quarto, os lençóis estavam imundos, com vários fios de cabelo diferente. Fui lá na recepção e perguntei se por acaso tinha lençóis limpos, tinha. Fui tomar banho e adivinha, a água estava gelada. Thiago foi la reclamar, a mulher disse que os aquecedores eram solares e que nem sempre tinha agua quente. Tava mó frio, impossível tomar banho gelado. Saímos fora daquela birosca. Fomos procurar outro hotel, vimos um bem chique, era um dos únicos, fomos lá, o cara fez por 90 liras. Pelo menos tinha, agua quente, calefação, internet e café da manha. Poxa vida, no verão é tudo tão mais fácil. Frio é bom, mas quando você tem uma casa quente pra ficar.  Isso porque o inverno mesmo nem começou. Deixa rolar.

Queridos turcos nos presentearam com melões.



A cachorrinha turca mais linda do mundo, Katia.

Osman.






13/11 - Choveu o dia inteiro, o lance é encarar a chuva se não, não rola de sair do lugar. Chegamos na cidade de Buyukcekmece, e graças a Deus no local combinado, Ahmet chegou para nos encontrar. Ele é do Warmshower. Fomos para sua casa, sua mãe preparou um jantar maravilhoso. Seu pai é bonzinho demais, percebíamos que ele estava bem ligado pra saber se estavámos a vontade ou se precisávamos de alguma coisa. Mais uma bela noite de sono!

Família de Ahmet.

14/11 - Acordamos cedo, tomamos um farto cafe da manha e fomos encontrar com Ahmet em seu trabalho. Ele nos deus boas dicas sobre Istambul. Muito obrigado por tudo, Ahmet.
Chegamos em Istambul, eu nunca vi uma cidade tão grande, pedalamos uns 50 km só passando por cidade, to sentindo falta da natureza. Achamos um hostel bem bacaninha, com quarto compartilhado. No quarto tinham 2 garotos da Argélia. Demos um rolé a noite, mas o tempo tava feio. Tomamos algumas cervejas no hostel mesmo. Sem contar que é tudo bem caro no centro de Istambul. A cidade é muito linda!

Parque em Istambul.


Istambul.


Istambul.


Mesquita Azul.





15/11 - Acordamos animados, pois Istambul tem muita coisa bacana pra conhecer, eu estava disposta a conhecer tudo. Chegando na Basílica de Santa Sofia, era a que eu mais queria conhecer pois muita coisa aconteceu ali. Foi construída em 532, era uma igreja católica romana, em 1.453 o sultão Mehmed a transformou em uma mesquita, hoje em dia é museu. É muito bacana a história dessa basílica, fiquei louca pra conhece-la bem. O problema foi o preço, 30 liras por pessoa. Com esse dinheiro a gente paga uma hospedagem. E esse preço era somente para a basílica, há inúmeros lugares históricos para conhecer mas tudo pago. Não entramos. É preciso entender que viagem é uma coisa e turismo é outra. Nós somos viajantes e não podemos gastar com o turismo. Com tanta coisa linda pra visitar de graça, não dá mesmo. Fiquei com muita vontade, mas soubemos entender isso. Fomos então visitar a Mesquita Azul que era de graça. Mas era sábado e íamos ter que esperar mais de uma hora no frio e na chuva.  Visitamos ela por fora mesmo. A noite chegaram mais 3 garotos no quarto, brasileiros. Uhuuuu! Meninos estudantes, fazem parte do programa Ciências sem Fronteiras, que programa bacana viu. Eles moram na Hungria e ficam viajando direto, conhecendo novos países curtindo demais no auge dos seus 20 e poucos anos. Que beleza!

Apresento-lhes o Bigoneco, Thiago fez até bigode pra curtir Istambul em alto estilo.


Tumba do Sultão Selim II



Que charme de gato!
Basílica de Santa Sofia.


Mesquita Azul
Mesquita Azul.

Brasileiros que ficaram no mesmo quarto que a gente no hostel. Vitor, Matheus, César, Nós, Matthaus e Caio.





16/11 - Hoje foi um dia importante. Atravessamos para o continente asiático. A cidade de Istambul é a única que abrange dois continentes, Europa ficou para trás. Obrigada a todos que cruzaram nosso caminho e nos fizeram pessoas mais felizes. Foi tudo muito maravilhoso e inesquecível.
Quando estávamos em Edirne, conhecemos um amigo do Engin, chamado Caner. Trocou poucas palavras com a gente e já nos convidou para ficar em sua casa quando fossemos para Istambul, na parte asiática. Claro que aceitamos e esse dia chegou. Achamos fácil seu endereço. Conhecemos sua esposa, a Deniz e foi rápida a sintonia entre ela e nós dois. Ela é muito parecida com a gente. Demos uma relaxada, jantamos e ficamos conversando! Eles tem um gato chamado Tonton que tem a cara mais engraçada de todas. Que noite agradável!

Forte do Império Otomano.

Da Europa para a Ásia. Uhuuuu! 

Corno de Ouro.


Caner, Nós, Denize e Tonton.


17/11 - Íamos embora, mas quando dissemos que íamos Deniz fez uma cara de tristeza tão grande, que nos sentimos a vontade de ficar mais um dia. Já que tava tão gostoso, pensa num apezinho confortável e lindo. Ficamos, assistimos Cidade de Deus, passamos o dia relaxando, que beleza viu! Que dia agradável. A noite esperamos o Caner voltar do trabalho, preparamos um strogonoff delicioso, eles gostaram bastante! A noite antes de dormir, tivemos a impressão de estarmos sendo observados. Quando vimos, era Tonton, nos espionando pela brecha da porta!

Mas é curioso esse menino.

18/11 - Como ja havíamos combinado com um warmshower, tivemos que partir. Pela manha ainda demos uma relaxada, ficamos preguiçando um tempão, fomos sair só as 15:00 sendo que tínhamos combinado as 18:00 eram 50 km e nem sabíamos se ia ter muita subida, pedalamos como loucos. Foi bem difícil deixar a Deniz. Pela primeira vez senti falta de falar um bom inglês, pois queria muito ter conversado direito sobre mais coisas. Também queria que ela morasse no Brasil, perto da gente! Chegamos no local combinado com 10 minutos de atraso, ufa! Conhecemos o Musab, gente boa demais, mora sozinho. Nos recebeu muito bem. Tivemos um belo jantar.

Musab e nós.




19/11 - Acordamos 6:40 da madrugada. Minha nossa, tinha esquecido o quanto levantar muito cedo era ruim. Lembrei da minha vida de trabalhadora. As vezes tudo o que eu queria era poder dormir por mais 1 horinha, tinha vezes que eu acordava totalmente desanimada e pensava: será que minha vida vai ser isso para sempre? Eu gosto muito de trabalhar, da mesma forma que gosto muito de dormir. Mas a vida que eu levava eu trabalhava e não dormia o suficiente. Por isso escolhi por ter uma qualidade de vida melhor. Gente, como é bom poder dormir, a gente se priva dos maiores prazeres da vida, pra mim, dormir é um deles. Eu não sou dorminhoca, mas eu gosto de poder acordar naturalmente. E trabalhando daquela forma eu nunca consegui. 
Tivemos que pegar um barco novamente para ir em direção a cidade de Bursa. O pedal não rendeu muito, estávamos cansados. Como estava cedo ainda, resolvemos lavar as bikes no posto. Com 1 lira lavamos as duas bikes. Como a gente estava la no posto bem na hora do almoço, os funcionários do posto nos convidaram para almoçar. Que beleza! Tava delicia de mais! Com 1 lira lavamos as duas bike e ainda almoçamos. Ainda ganhamos chocolates de um cara que viu as bikes. Legal!
Como o tempo estava melhor, decidimos que íamos procurar um diocamping. Avistamos um restaurante recém abandonado, tinha um espaço perfeito. Tinha algum morador na parte de cima, fomos perguntar se podíamos acampar ali, mas ele não deixou. Andamos mais um pouco e achamos, O Diocamping. Era um lugar surreal, parecia uma mini vila de gnomos, com estruturas de madeira rústica. Tudo muito lindinho. Montamos a barraca na primeira estrutura, coberta. Na segunda fizemos nosso jantar, tiramos umas 50 fotos. De madrugada caiu a maior chuva e estávamos de boa protegidos, a cozinha serviu de garagem para as bikes, coberta também! Ainda bem que não deu certo no restaurante, lá nem tinha cobertura.

Almoço com  galera do posto.

Gaivota formosa.



Olha o sol querendo aparecer!



Diocamping sensacional.

Nossa cozinha e garagem.

Ainda tinha um lugar pra ficar de bobs.


Nosso quarto.


21/11 - Chegamos na cidade de Bursa. O Ibrahim do couch nos esperava. Muito gente boa, cabeça aberta. Engraçado que todos os turcos que conhecemos, com exceção de um, são ateus. Inbrahim mora com um amigo num ap bem grande. Nos preparou um jantar farto delicioso, tá foda viu, estamos ficando muito mal acostumados com tanta gentileza na Turquia. Ficamos 3 noites lá.

Ibrahim e nós.


Cafe da manha turco é essa delícia!


25/11 - Depois de 3 noites em Bursa, chegou a hora de seguir viagem. Tava um frio lascado, minha nossa! Tá difícil mesmo. Íamos em direção a cidade de Inegol, subidas e mais subidas. Mesmo no frio decidimos acampar. Fomos a um posto pedir pra acampar la, o cara apontou um local perto de uns conteiners. Fizemos uma sopa e fomos dormir. A barraca demora pra esquentar, tivemos que dormir com os casacões, bem desconfortável. Dormimos bem!

Diocamping!


26/11 - De manhã começa a chover bastante, putz! E o medo de alagar tudo de novo. Quando deu uma trégua, arrumamos as coisas bem rápido e fomos para o posto. Estávamos preparando nosso cafe da manhã, quando um funcionário do posto nos chamou pra ficar lá dentro e usar o fogão do posto. Expliquei onde dormimos e ele questionou porque não dormimos lá dentro do posto. Poxa era pra ter falado com a pessoa certa. A chuva não parava, até que eles nos colocaram na sala da lareira, quentinha, ai que delícia! Decidimos seguir na chuva, a cidade ficava a uns 20 km, só de subida. Enfrentamos. Gravamos um video falando das dificuldades e declarando que tínhamos que ser fortes e seguir. 5 minutos depois um caminhão tenta contato. Num espaço ele parou e nos ofereceu carona. Sem pensar duas vezes aceitamos, somos fortes mas não somos bestas. A gente não fica muito apegado ao somente pedalar. Uma caroninha as vezes vai bem sim! O caminhoneiro é o Orham, gente boa demais. Parou num posto, comprou várias coisas gostosas pra gente. O mais engraçado foi ele preparando o Çay e dirigindo ao mesmo tempo. Fomos dançando o caminho inteiro, felizões! Querido Ohram, você não sabe o tamanho do galho que quebrou pra gente, muito obrigada! Fizemos um video muito legal sobre esse acontecimento, confira abaixo. Chegamos em Eskiserir, estava fazendo 2 graus. Minha mão começou a doer de frio. Achamos um hostel massa!

Que delícia de lareira.

Já esse frio tá longe de ser delicioso.


Essa carona foi demais! Detalhe da chaleira.
     
      

Pegamos um ônibus direto para Ankara, capital da Turquia. Nosso plano é fugir do frio o mais rápido possível. Ficamos 2 dias na casa de um casal do Irã, professores de inglês. Adel e Atefeh. Muito legais, ficamos com muita vontade de ir pro Irã, depois de tantos depoimentos positivos de pessoas que passaram por lá. Mas além de ser bem burocrático para conseguir o visto, lá tá frio também. Pra onde iremos, não sei! Só queremos encontrar o sol novamente! Pois é ele que deixa nossa viagem mais linda e mais liberta! É bom demais poder seguir e parar na hora que quisermos e acampar em qualqer lugar, sem medo de morrer de frio. 

Adel, Atefeh e nós.


segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Pessoas boas estão na Sérvia. Neve na Bulgária.

08/10 - Entramos na Sérvia. A homenagem da vez foi para nosso amigo Clinton, que vai ter uma filha da sua namorada, a Sonja, ela é servia. 
A fronteira da Bósnia é um quiosque minúsculo e tem um espaço longo até a fronteira da Sérvia. Encontramos um camping muito aconchegante, nos lembrou os campings da Chapada, tinha um espaço pra ficar tranquilo, outro para cozinhar, coisa que os campings da europa meridional não tem. Passamos o dia descansando, que dizer, lavamos as bikes e a barraca. Nosso dia de descanso é dia de ralação, na verdade.

10/10 - O transito é muito tenso, gente fazendo besteira o tempo todo. A gente tinha que se preocupar mais com a galera vindo na outra faixa, pois o tempo todo tinha ultrapassagens zelas. Passamos por uma cidade grande comemos um sanduíche maravilhoso, baratinho. Diocampamos num lugar escondido na estrada. 

11/10 - Fizemos um volume bom, e estávamos necessitando de um banho. Vimos alguns preços de hotel, mas não estava na hora de ficar em hotel ainda, como os preços não estavam agradáveis, desistimos. Thiago estava meio triste por ter que ficar sem banho mais um dia. Fomos num posto, enchemos a ducha de agua quente e saímos a procura de um local para tomar banho. Tinha um prédio que não tinha ninguém, entramos por trás e tomamos nosso banho, ai que alívio. Agora é só arrumar um diocamping e dormir lindos e limpos. Avistamos um terreno com algumas casas com cerca, tinha um espaço perfeito para montar a barraca. Tinha uma família do lado de fora, fomos lá perguntar se podíamos acampar ali do lado de fora da casa, porém dentro do terreno. Ah, pra que. Vieram dois irmãos, a mesma cara, falar com a gente, Durde e a Marija. A primeira coisa que fizeram ao se aproximar, foi nos dar a mão para nos cumprimentar. Não faziam idéia do que queríamos, mas nos cumprimentaram com uma cara boa. Disseram que poderíamos acampar dentro do quintal deles, aceitamos e entramos. Marija já logo nos preparou um café, seguido de um bolo maravilhoso que ela tinha acabado de preparar. Como estavam la um casal da família que mora na Inglaterra, Kosana e Branko, conseguimos nos comunicar em inglês. Thiago tomou uma cerveja, eu já tinha enchido o bucho de bolo, quando Kosana nos convidou para um jantar. Um caldo de feijão com porco, preparado em um grande jarro de barro típico sérvio. Minha nossa, que caldo delicioso, de acompanhamento tinha uma salada de repolho e um queijo. Que prato gostoso! O detalhe é que estávamos a procura de feijão fazia tempo, a gente compra feijão enlatado para fazer a sopa da noite. Esse jantar foi um dos maiores picos de felicidade que tive nessa viagem. Poder ter essa experiência de estar dentro da casa de uma família servia comendo um belo jantar típico deles, foi muito bom. Estavam lá também,  o namorado de Marija, o Milenko, a Sara, uma garotinha muito fofa vizinha deles e o velho que eu chamei de Old Man, que velhinho mais bonitinho, seu nome é Slavko, pai do Branko. Além dos quatro cachorrinhos, um mais lindo que o outro, tinha um, o White, que eu fiquei louca de paixão. Que dog gostosinho. Fomos dormir muito felizes. Ainda bem que resistimos e não ficamos em hotel. 

12/10 - Niver do meu irmão querido, Dedé! Pela manhã, Kosana nos preparou um delicioso café da manhã, ovos com bacon. O old man, nos deu uma pinga para tomarmos antes do café, é tradição tomar uma dose. Fez a maior questão. Nos deu também um molho típico da Sérvia, feito com pimentões, delicioso demais, detalhe que eu nem gosto muito de pimentão, mas esse molho é divino, meio adocicado.  Depois de comer, demos um tempinho e fomos nos despedir. Tivemos que segurar o choro, sem brincadeira. Olhei pro Thiago, ele estava quase chorando, talvez um choro de gratidão pelo tanto que essa família foi boa pra gente. Foi difícil deixa-los sabendo que talvez nunca mais os veremos. A Sérvia passou a fazer sentido!

Homenagem ao nosso amigo Clinton, sua namorada servia vai ter um neném. Olha a gente segurando a Izabel.



























Camping muito lindo, próximo a entrada da Sérvia.


Mesmo cenário, visto de madrugada. Neblina muito forte.



Brincando com a longa exposição. Foto feita de madrugada. A lua ajudou na iluminação.



Lindo pôr do sol.


Primeiro diocamping na Sérvia. 


Família maravilhosa. Em cima: Durde, Milenko, Slavko (old mand), Thiago e Branko. Embaixo: Marija, Sara, Kosana, eu e os doguinhos.






15/10 - Passamos por uma cidade grande, comemos um hamburguer, mas nem tava muito bom. Olhamos na internet, recebemos um video do Deputado Tiririca mandando uma mensagem pra gente, ficou irado. 
Pedalando já longe da cidade, vejo um cachorrinho lindo na beira da estrada, eu com a minha mania de mexer com todos os cachorros, paro e vou lá falar com ele. O cachorro ficou louco, era filhote, ficava balançando o rabo, latindo meio choramingando, pulando, todo eufórico. Tentei acalmá-lo e nada. Até que tivemos que partir. Quem disse que ele deixava. Ele ficava se enfiando entre uma roda e outra impedindo a gente de pedalar. Ele não nos dava espaço, até que em um minuto de distração conseguimos sair pedalando, ele veio atrás. A gente acelerou bastante para despista-lo, até que chegamos numa subida e não é que o danado conseguiu nos alcançar. Ele corria muito, daí surgiu seu nome: Schumacher. Depois que nos alcançou não conseguimos mais pedalar, ele era muito esperto, sabia que entrando no meio da bike a gente não tinha como pedalar, ele também se ligava quando vinha carro, ia pra fora da estrada. Paramos, demos agua e comida pra ele recuperar as energias. Thiago tentou coloca-lo na garupa, mas ele não ficava. Passou pela nossa cabeça ficar com ele. Ficamos loucos por ele. Mas aí a razão falou mais alto. Não dá, a história ia ser linda, mas ia dificultar muito a viagem. Nossa barraca não cabe mais nada, nem sabemos o tamanho que ele vai ficar. Sem contar que ia ser um grande problema para entrarmos nos países da Ásia. Chegamos no topo de uma descida e decidimos que a melhor coisa a fazer era deixá-lo. Thiago desceu bem rápido e ele foi correndo atrás, eu ultrapassei ele e fomos embora. Deu muita dó. Foi muito difícil pra gente. Se tivéssemos pedalando pela América do Sul, dava pra ficar com ele. Enfim, foi a melhor decisão, na estrada não tinha acostamento e já estava ficando perigoso. Adeus Schumacher! Que você encontre seu caminho. Diocampamos atrás de uma Mesquita. Ficávamos falando: já pensou se o Schumacher aparece, ah aí eu ficava com ele. Esse cachorrinho deixou sua marca em nosso coração.

16/10 - Acordei malzona do estômago, acho que foi o hamburguer, a maionese tava ruim. O tempo tava feio, decidimos parar num posto, na mesma hora caiu o maior temporal. O dono do posto nos deu café e nos ofereceu a ducha para tomarmos banho, que beleza heim. Não poderia ter oferecido coisa melhor! Decidimos ficar em um room para eu me recuperar, estava muito fraca. Room são quartos que a família aluga, são legais e bem mais baratos que hotel.

17/10 - Passamos mais um dia no room, custa 15 euros. Foi bom para descansarmos. Choveu muito.




Igreja Católica Ortodoxa.


A procura do diocamping.

Não sei o que era, mas foi engraçado.

Ruínas de uma igreja do ano de 1.300.


Olá, meu nome é Schumacher!

Nosso breve acompanhante da estrada.





Diocamping atrás da mesquita.









































































































































































18/10 - O dia tava bonito, fomos pedalando devagar pois ainda não estava 100% boa. Passamos por belas paisagens. Chegamos numa vila bem bonitinha, já estávamos seguindo, quando Thiago quis voltar para tirar foto de um trator. Nessa, sai um cara da casa, super sorridente, logo de cara nos convida para tomar café em sua casa, ele se chama Sasa (pronuncia Sacha). Nos apresenta sua mulher, a Mirjana que fala inglês, ela prepara um café pra gente. Ficamos a tarde na casa deles trocando ideia. A mãe de Sasa aparece, muito simpática e nos presenteia com um molho de pimentão caseiro, mas que maravilha! Dá nossa hora de partir, mas eles não deixam. Nessa mesma hora acontecia uma festinha com danças típicas da Sérvia, a menos de 2 km da casa de Sasa. Ele liga pra alguém e nos leva até a festa. Nos apresenta para um rapaz muito gente boa, o Milan. Milan é lider de uma ong da cidade, o Grupo Kobra. Vou falar sobre esse importante grupo:

Grupo "Kobra" foi fundado em 2007 numa casa onde tinha um clube da karate. Desde então, desenvolve atividades ambientais e inspira os jovens da vila para serem mais ativo. A sede da organização está no centro Cultural em Donja Toponica.  O grupo tem mais de cinquenta membros ativos de vilas vizinhas e da cidade de Nis. Até agora, o grupo foi premiado várias vezes por suas atividades: A melhor ação de jovens voluntários na Sérvia em 2008 pelo Ministério da Juventude e Desportos; O projeto mais positivo na Sérvia em 2009 pela Fundação Lugares de Coração; Movimento europeu na Sérvia premiou o presidente do Grupo, como O melhor ativista na Sérvia em 2010. Boa Milan!
Até agora, o Grupo organizou mais de vinte projetos na área em que estão trabalhando, enquanto que os mais importantes são: "Paint in green" - parque para as crianças, em vez de aterros sanitários, "Casa para Todos" - renovação do velho Centro Cultural, (agora uma biblioteca e um lugar para encontros de jovens, oficinas e esportes), "Espaços Públicos para Todos" - em vez de aterro agora um lugar para esportes e recreação, "A vida no Campo Hoje" - passeio de bicicleta com 15 jovens que visitaram mais de cem vilas no sul da Sérvia fazendo um documentário sobre a vida no campo hoje.
Os objetivos da organização: 
* Incentivar a atividade da juventude para a proteção do meio ambiente; 
* Educar os cidadãos, especialmente as crianças, sobre a importância de proteger o meio ambiente, organização de atividades, de modo a reabilitar áreas ameaçadas, bem como a dedicação do público para a mudança de hábitos a respeito do uso dos recursos naturais e tratamento de resíduos; 
* Preservar a tradição e cultura; 
* Trabalho com grupos marginalizados e sua participação na vida social; 
* Reforço da capacidade dos jovens para tomar papéis ativos na sociedade; 

Que organização maravilhosa, gente!

Depois da apresentação, um rapaz do grupo de ciclistas da Karavan Tim, o Svetozar que também faz parte da organização, nos ofereceu um belo jantar, aquele caldo de feijão delicioso. Depois da festinha das crianças, começou a festa dos adultos, foi muito legal e animado. Thiago bebeu e se divertiu muito. Eu como tava meio ruim do estômago ainda, nem me atrevi a beber, mas curti do mesmo jeito. Dançamos muito. 
E foi na sede dessa linda organização que tivemos uma noite super confortável. Valeu demais Kobras!

19/10 - Acordamos cedo, pois tínhamos combinado de tomar o cafe da manha na casa do Sasa. Chegamos lá comemos uns pães deliciosos feitos pela mãe de Sasa. Milan apareceu, nos despedimos de Sasa e de Mirjana e fomos pra casa do Milan. Trocamos mais idéias, conhecemos sua casa e partimos. E mais uma vez bateu aquela sensação de quase choro de gratidão. Tudo isso por causa de uma foto de um trator. Que coisa, não?
Fomos então para a cidade de Nis, descobrimos que tem um campo de concentração e outros lugares importantes da história. Ficaremos um dia para conferir isso tudo. Ficamos num hostel bem bacaninha e barato.

20/10 - Visitamos o Forte de Nis. A fortificação existente é de origem turca, que datam das primeiras décadas do século 18 (1719-1723). Ele é bem conhecido como um dos monumentos mais importantes e mais bem preservados deste tipo em meados dos Balcãs. A fortaleza foi erguida no local de fortificações anteriores - a antiga romana, bizantina, e ainda mais tarde fortalezas medievais. 
Hoje é um extenso parque, com lojas e restaurantes. Achei as ruínas mal preservadas.

21/10 - Deixamos o hostel e fomos visitar o campo de concentração, foi operado pela Gestapo alemã e usada para manter os sérvios, judeus durante a Segunda Guerra Mundial capturado. Fundada em meados de 1941, ele foi usado para deter até 35 mil pessoas durante a guerra e foi libertada pelos guerrilheiros iugoslavos em 1944. Mais de 10.000 pessoas morreram no campo. Depois da guerra, um memorial para as vítimas do acampamento foi erguido no Monte Bubanj, onde muitos presos foram baleados. Um memorial museu foi inaugurado no campo em 1967 e em 1979 os acampamentos foram declaradas Monumento Cultural de excepcional importância e veio sob a proteção da República Socialista da Sérvia.
Uma pena não poder tirar foto dentro do museu.
Visitamos também a Torre das Caveiras: Em 1809, os sérvios não queriam mais fazer parte do império turco, se revoltaram. Porém o exército turco era muito numeroso, começaram a invadir a cidade. Quando o comandante sérvio Stevan Sindjelic viu que não ia ter jeito, ao invés de recuar, botou fogo no seu próprio depósito de pólvora, matando sua tropa e milhares de turcos. O comandante turco Hursid Pasha ficou putíssimo, pegou a caveira de todos os mortos sérvios e mandou construir uma torre no meio da cidade com 928 crânios, inclusive de Stevan Sindjelic que ficava no topo, para mostrar o que aconteceria caso de haver mais revoltados. Mas anos depois da construção da torre, os servios conseguiram a independência. Sinistro foi ver as marcas da morte, em cada caveira, marca de tiro, tinha um com um corte muito fundo no crânio, tipo de machado.
Fomos também visitar o local onde Constantino Magno nasceu, em 337, mas estava fechado para reforma. Essa cidade é muito irada mesmo.
Quando saímos do local onde Constantino nasceu, encontramos um membro do Karavan Tim, o Rajko. Batemos um papo, ele também é cicloviajante e estava na festinha do grupo Kobra. Que massa! O diocamping foi num lugar muito lindo! 


Parada de ônibus na Sérvia.

Pensa numa foto significativa.


Eu, Mirjana, Sasa e Bebezão.

Apresentação de dança típica servia. 



Alguns dos membros do Grupo Kobra e do Karavan Tim. Peguei a foto da página deles.

Grupo de ciclista Karavan Tim, pegamos a foto na página deles também.




Grande Milan, votaria nele fácil para presidente. 

Forte de Nis.




Campo de concentração de Nis.

Campo de concentração de Nis.






Medo desses símbolos.
É dentro dessa igrejinha que esta a torre de caveiras.
Em algumas caveiras dá pra ver a marca do tiro.
Crânio de Stevan Sindjelic.

22/10 - A estrada estava mais tranquila. Fizemos um voluminho, achamos um posto que tinha ducha. Tomamos nosso banho quente, começou a ventar muito forte, aquele vento de chuva. Achamos um diocamping perto do posto, tomamos nossa sopa, entramos e a chuva começa a cair.

23/10 - Choveu a noite toda, pela manha também. Ficamos lá dormindo esperando a chuva passar. Ate que umas 11 da manhã, levantei pra fazer xixi. Quando vi, tinha formado uma lagoa ao redor da barraca, eitha porra! Meu tênis estava submerso na água. Para sair dali tinha que passar pela poça, quando pisei não imaginava que a água estava congelante, meu pé começou a doer sinistramente. Não entrou agua na barraca, pois tínhamos colocado ela em cima de vários galhos cortados. Para pegar as coisas e levar pra um lugar menos encharcado, tinha que passar pela poça e cada vez que entrava nela era uma dor insuportável. Foi horrível. Arrumamos tudo toscamente, e fomos para o posto. A nossa sorte é que tinha um posto perto, se não teríamos congelado. Assim que entrei no posto, não sentia a carne do meu pé, é como se estivesse pisando só com o osso. Coloquei minhas mãos na agua quente, mas não parava de doer. Tive que sentar, relaxar e esperar a dor passar. Nesse dia nos ligamos que o frio da Europa não é brincadeira. Fomos procurar um hotel.  

24/10 - Depois do perrengue de ontem, decidimos começar a planejar melhor as coisas. Não esta rolando de acampar, chegou a hora de gastar a grana que economizamos durante 5 meses dormindo na rua. Fomos pra Dimitrovgrad. É bem dificil pedalar no frio. Mas a gente tem que se mover. A cidade era bem bonitinha, com um imenso comercio. A nossa sorte é que estamos pagando hotel a preço de camping que pagávamos na Europa Meridional. Leste europeu é massa!

25/10 - Pela previsão dizia que ia chover, então ficamos no hotel mais um dia. Chuva nesse frio nem pensar. 


Brincando de fazer foto antiga.
Essa estrada tava linda, mas muito perigosa. Ganhamos o colete sinalizador do nosso amigo Sasa, esta sendo muito útil.



Diocamping maravilhoso.


Cidade de Nis, onde nasceu Constantino Magno.

Pensa num dog lindo. De rua. Demos comida pra ele.


O céu estava exatamente dessa cor quando montamos acampamento, pelo menos aprendemos que quando o céu tiver laranja, vem chuva aí. Esse azul no fundo era do posto que era todo iluminado de azul. Ficou massa o efeito.

Eu fico com frio só de lembrar desse dia. Nosso primeiro perrengue. 


26/10 - Entramos na Bulgária! Fazia um lindo sol e o sol segura bem a onda do frio. É engraçada a reação dos policiais da fronteira. Tem mó fila de carro e a gente na mesma fila, de bike. Eles ficam curiosos para saber de onde somos e de onde estamos vindo. Até agora, só policial gente boa. De todos os países. Quando deu umas 16:00 a temperatura caiu muito. Comecei a tremer, o Thiago me avisa que minha cara ta arrepiada. Quando vi minha cara tava meio enrugada, muito estranho. Sorte que estávamos perto de uma cidade e sorte que tinha hotel nela. Perguntei pra minha amiga médica Sofia, ela disse que é como se as células tivessem congelado. Vixe!

27/10 - Chegamos na cidade de Sofia, é a 12 cidade maior da União Européia. Os búlgaros tem a cara fechada. Eles não são de sorrir. E a maioria que nos comunicamos era meio estranho. Em compensação eles são totalmente respeitosos no transito. Todos os caminhões diminuem ao passar pela gente. Quando não tem espaço para eles desviarem, eles freiam, esperam liberar espaço e ai sim desviam de nós, excelente! Encontramos um italiano, Minarski, cicloviajante, ele parou pra falar com a gente, carregava uma gaiolinha com um cachorro neném dentro, lindo. Disse que estava indo pra Ásia, mas teve que mudar seus planos porque achou o cachorrinho na estrada, lembramos do Schumacher na hora. Ele fez o que não tivemos coragem de fazer, mas também estamos loucos para entrar na Ásia. Não foi dessa vez. Na hora certa acharemos o nosso Schumacher.

28/10 - Demoramos a sair de Sofia. Nosso carregador do note quebrou, tivemos que procurar outro, ainda bem que achamos. Compramos luvas novas de couro sintético, é impressionante como a mão congela rápido. Enrolamos para sair da cidade, já tava meio tarde, fomos procurar um hotel, achamos um camping. Tinha uns bangalos. Nunca vi um camping tão antigo, me senti nos anos 70. Pelo menos era mais barato que hotel, 15 euros.

29/10 - Decidimos parar de dar mole no frio e fazer volume. Acordamos cedo e fomos pedalar. Avistei neve no caminho, quando nos demos conta a paisagem toda estava coberta de neve. E o frio? Tava menor. Paramos para brincar com a neve, é muito massa. O pedal foi gostoso e menos traumático. Estava bom, até surgir do mato 5 cachorros grandes correndo atras de mim, comecei a acelerar e eles não paravam, um tentou morder o alforge, o Thiago veio atrás gritando pra eles saírem. Pow, os dogs da Bulgaria são chatos mesmo. Que susto, que adrenalina, pelo menos esquentei o couro. Achamos um hotel, top, todo novinho, todo lindo. Preço: 25 euros. Inacreditável.

30/10 - Meu niver de 30 anos e niver de 3 anos de namoro com o bebezão. Ficamos descansando, comemos carne. Se tem algo que to sentindo falta é de uma boa carne de vaca. Aqui na Europa não tem carne de vaca boa, só de porco.

31/10 - Dia de enfrentar o frio. Saímos do hotel o clima estava horrível. Depois de um tempo pedalando o céu foi abrindo e o sol lindo apareceu para nos guiar. Fizemos 70 km bem rápido. Chegamos na cidade de Pazardzhik. 

01/11 - Acordamos com um sol brilhante na nossa cara. O clima está melhorando, se pá hoje rola de acampar. Pedalamos bem, passamos rapidamente pela cidade de Plovdiv, comemos no Mc Donalds e saímos fora. Arrumamos um diocamping na estrada, bem escondido. A noite foi ótima, não passamos frio. Como é bom poder voltar acampar e economizar. Estamos bem pertinho da Turquia. A partir daí começa a segunda fase da viagem. Quanta ansiedade!

Olá Bulgária.


Os dogs da Bulgária são meio chatinhos. A gente deu um monte de coisa pra eles comerem. Quando saímos eles ficaram latindo atrás da gente um tempão. Ouxe!


Conquistamos 5.000km e 10 países. Yes!

Sofia, Bulgária.

Igreja Católica Ortodoxa em Sofia.

Pelo caminho.
Camping muito antigo.

Se liga na entrada do camping, anos 70 total.


Dia 30 completei 30 anos.

Brincar no gelo é legal demais!

Gelo é gelado, mas que a paisagem fica linda, ah fica, viu!

É nóis no frio!

Olha que feira com frutas e legumes mais linda. Vontade de comprar tudo.